Cuidando do negócio


Luís está aborrecido. Há mais de cinco meses, os lucros da sua padaria não são os esperados, de repente os custos não correspondem às vendas.
— Alguém está fazendo alguma coisa errado! —Queria descobrir. — diz Luís.
— Pai, por que não coloca câmeras escondidas na padaria?
— Boa ideia filha! Quero que você um dia me ajude mais nessa padaria.
Ele instalou uma câmera atrás da entrada, em cima do balcão e uma no interior da padaria. Os dias passam e Luís fica só na esperança de pegar a ocorrência. Três semanas passam, até que ele vê registrado, o balconista sai por algumas horas, assumindo o padeiro a frente das vendas. O padeiro faz alguma ligação e aproveita para comer uns dois pães e mais biscoitos. Logo depois chega alguém e o padeiro dá sacolas de pães de graça.
Em um momento, depois ele cara a cara com seus dois únicos funcionários, mostra as imagens dentro de um pequeno escritório e disse:
— Quem falar primeiro pode fica com o emprego.
O silêncio constrangedor continua por alguns instantes, até que o mais medroso fala:
— Senhor Luís, eu saí... — diz o balconista. — Só pra resolver um problema... eu não tenho nada ver com esse roubo.
— Todo mês? E você? — Perguntando para o padeiro.
— Eu não tenho muito que falar, eu dei alguns pães para alguém.
— Eu não quero ouvir desculpas de ninguém. — diz Luiz.
— Eu só estava dando comida pra um parente meu. — diz o padeiro.
— Ah! — Luís fingindo surpresa. — Você comia, depois, com ele não é mesmo? Você come o meu dinheiro! Está na rua! Depois apareça aqui pra resolver sobre seu dinheiro, aí como a uma parte dos seus direitos.
Luís olha para o balconista com frieza, pois a raiva toda foi direcionada para o outro. Só depois que o padeiro sai, ele diz:
— Você some daqui, seu emprego está por um fio e estou com a cabeça quente. Depois conversamos.
— O senhor disse que quem falasse primeiro ficaria com o emprego, eu vou ficar?
— Vou resolver a sua situação. — faz um gesto para que saísse do escritório da padaria.
De volta pra casa, Luís desabafa para filha o ocorrido.  Ele quer ter certeza de que teve atitude certa, pois no passado não fizera nada quando os lucros desabaram.
— Tudo bem pai, o senhor fez alguma coisa agora.
— Só fico pensando coisas.
Ele tem que ver sobre a atitude certa, de acordo com lei, em relação a seus funcionários ou antigos funcionários.  As decisões de Luís serão mais ágeis daqui pra frente.

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